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Ao longo dos anos, temos ouvido muitos argumentos contra a observância do quarto mandamento. Há quem defenda a mudança do dia de guarda; outros afirmam que o sábado foi abolido com a nova aliança em Cristo; e há ainda os que sustentam que o silêncio do Novo Testamento seria prova de que o sábado não é mais um mandamento válido para os cristãos.
Além desses argumentos já refutados inúmeras vezes, surgem ideias mais sofisticadas. Por exemplo: não seria mais necessário guardar o sábado, pois o descanso agora é em Cristo. Outros tentam separar o sábado da criação do sábado dos Dez Mandamentos, sugerindo que o primeiro representa apenas o descanso de Deus e não se aplica à humanidade como um todo.
Apesar de tantos argumentos — vindos tanto de irmãos evangélicos quanto católicos — é cada vez mais evidente a necessidade de um dia separado para o descanso. Muitos líderes reconhecem o valor do sábado, mas não ensinam isso às suas congregações, talvez com receio de serem mal interpretados.
Infelizmente, ainda existe a falsa ideia de que quem guarda o sábado está tentando ser salvo por obras, negando a graça de Cristo.
Mas a verdade bíblica é clara: "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes, confirmamos a lei." (Romanos 3:31)
É importante lembrar que a salvação não vem da guarda da Lei. A salvação é exclusivamente pela graça de Cristo. No entanto, aquele que é salvo vive os princípios da lei de Deus por amor:
“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.” (João 15:10)
Jesus não anulou os mandamentos. Pelo contrário, Ele mesmo os observou, inclusive o sábado (Lucas 4:16). Os verdadeiros cristãos são chamados a seguir Seus passos (1 João 2:6).
Recentemente, assisti a um vídeo em que um pastor afirmava que o sábado não é obrigatório, mas também não via problema algum em um cristão separar esse dia para descansar. Outro, de tradição reformada, chegou a dizer que guardar o sábado seria pecado.
Enquanto isso, a Igreja Católica defende o domingo como dia de guarda, em homenagem à ressurreição de Cristo. Porém, não existe na Bíblia sequer uma única passagem que declare o domingo como santo ou separado por Deus.
1. "O sábado foi abolido com a nova aliança"
"Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir." (Mateus 5:17)
2. "O Novo Testamento silencia sobre o sábado"
"E no sábado descansaram, conforme o mandamento." (Lucas 23:56)
3. "Agora o descanso é em Cristo, não mais no sábado"
"Resta ainda um repouso [sabbatismos] para o povo de Deus." (Hebreus 4:9)
4. "O sábado da criação é diferente do dos Dez Mandamentos"
"Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra... e ao sétimo dia descansou." (Êxodo 20:11)
Diante de tantos discursos baseados em silêncios bíblicos e interpretações fora do contexto, escolhemos nos manter fiéis ao ensino das Escrituras, que sustentam claramente a validade do sábado como um princípio eterno:
📖 Referências bíblicas: Gênesis 2:1–3; Êxodo 20:8–11; Isaías 56; Marcos 2:27–28; Lucas 4:16; Lucas 23:54–56.
Conclusão: O Sábado e a Graça
Nosso entendimento sobre o sábado é o mesmo que temos sobre os outros mandamentos: são válidos, atuais e universais. Não somos salvos por guardá-los, mas os guardamos porque somos salvos. O sábado nunca foi um ponto de salvação, mas sim um sinal de obediência amorosa ao nosso Criador.

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